20/10/2010

Igual a Lacroix



Ele se aposentou das passarelas ano passado e poderia estar agora curtindo a velhice em uma charmosa casa de pedra no sul da França, gastando seu dinheirinho sem preocupações. Mas não. Aos 59 anos, Christian Lacroix abortou o plano do anonimato (seu ego não teria permitido?) e volta à cena com uma parceria com - quem poderia imaginar - a marca Desigual.

Conhecida pelas coleções cheias de cores, apliques, bordados e estampas, a marca espanhola é sinônimo de otimismo e alegria, ainda que com uma tendência hippie. Com estratégias de marketing realmente inovadoras e contrastando com a Europa cinza, preta e branca, a Desigual é um fenômeno de vendas nas suas 170 lojas, espalhadas em 72 países.

Pois agora Lacroix bate cartão, virou funcionário e assinará uma linha dentro da coleção feminina. O desafio será adaptar-se à identidade da marca, sua estrutura, seus fornecedores e seus materiais. A primeira coleção será lançada na metade do ano que vem, para a temporada outono/ inverno 2011, e contará com 50 ítens entre roupas e acessórios.

Será que ele consegue?

As informações são exclusivas para este humilde blog e foram gentilmente cedidas pela Nana Lima, que agora é colega de trabalho de Monsieur Lacroix, em Barcelona. Muito fina. Gracias, guapa!


Isso é Desigual

Realidade inventada

Talvez para algumas pessoas isso não seja lá grande novidade, mas hoje em dia o que realmente é? Pois conheci recentemente o trabalho do fotógrafo belga Christophe Gilbert, que aplica seu talento não apenas na arte fotográfica mas também na manipulação de imagens. Em outras palavras, o rei do Photoshop.

A dica é do Ricardo Kenski, que tem um blog sobre cinema bem bacana. Vai lá ver. (propaganda do marido vale?)














06/10/2010

Bairrismo

A vida em Barça não está nada mal e agora mesmo não a trocaria por nada, mas como já dizia aquela velha música-clichê da minha terra, “eu não sou gato de Ipanema, sou bicho do Paraná”…Por mais que você rode por aí, a raíz tá lá, plantada mesmo. Não nasci em Curitiba, mas vivi mais de 10 anos na cidade e aprendi a duras penas, confesso, a gostar muito desse lugar. Demorei um tempo para fazer amigos locais, para deixar de achar todo mundo metido e suportar três tipos de estação no mesmo dia, sem falar do céu cinza e daquela chuvinha que com o tempo você nem nota mais. Nunca pensei, estando lá, que a qualidade de vida era tudo o que se falava. Só mais tarde, depois de dois anos em Fortaleza, entendi o critério de comparação nacional!

Mas claro, comparando com algumas cidades europeias, Curitiba ainda estaria um pouco longe de ser um modelo em transporte público, urbanismo, sustentabilidade, etc. Por isso tive uma surpresa quando ontem liguei a TV e vejo o Jaime Lerner na CNN, sendo entrevistado por Iñaki Gabilondo, um dos jornalistas mais respeitados da Espanha e um dos meus preferidos. O nosso ex-prefeito-governador participa da Conferência Internacional da Fundación Eduardo Barreiros e da Fundación Mapfre, que este ano tem como tema "A cidade sustentável", e divide cenário com ninguém menos que Gorbachov (ele mesmo, o Mijail), citando apenas um exemplo.

Com um espanhol impecável, falou da revitalização de centros históricos, de energias verdes, ciclovias, casas inteligentes e da importância dos espaços de convivência e integração. Não sei se me emocionei com as imagens da Ópera de Arame, do museu do olho e da canaleta do expresso ou se me rendi aos seus argumentos. Mas me deu um orgulho! E mais que isso, vontade de que essas ideias realmente fossem realizadas no Brasil. Assim, poderia voltar um dia sem a sensação de estar deixando pra trás hábitos que passaram a ser tão importantes na minha vida. Práticas que não são indispensáveis, mas depois que você as conhece, fica difícil viver sem: ir pro trabalho de bicicleta, caminhar de noite sem medo de assalto, ter metrô e não engarrafamento, praças e parques cheios de vida.

Pensando bem, se me emocionei com a canaleta do expresso, isso tem mais cara de saudades mesmo...



28/09/2010

Konstantin Grcic

Linhas retas e duras, influência minimalista, materiais como aço e concreto. Nem com esta receita as criações de Konstantin Grcic transmitem frieza. Nascido em 1965 em Munique, Alemanha, iniciou a carreira como marceneiro e logo restaurador. Um curso na Royal College of Arts o levou a viver em Londres, onde colaborou durante alguns meses com um dos deuses do Olimpo do design: Jasper Morrison.

De volta à terra natal, montou seu próprio estúdio, o Konstantin Grcic Industrial Design, e iniciou colaborações com fabricantes como Vitra, Moroso, Magis e Flos. Suas peças trazem muitas vezes projetos complexos de engenharia, como é o caso da Table B (abaixo), que tem a mesma estrutura de uma asa de avião para conseguir um sistema de sustentação praticamente inédito na indústria.

Em 2008, Grcic recebeu o prêmio de Designer do Ano da Maison & Objet, um dos principais eventos de design do mundo. Palmas para ele.

Table B





27/09/2010

Design 2º ato - Patricia Urquiola

Patricia Urquiola é considerada uma das maiores designers de interiores do mundo. Nasceu em Oviedo (Espanha), em 1961, e atualmente vive em Milão, onde montou um estúdio próprio. Já ganhou dezenas de prêmios e fez colaborações com as principais marcas de mobiliário da Europa: Moroso, B&B, Bosa, De Vecchi, Fasem, Kartell e Tronconi, para citas algumas delas.

Gosto muito do seu jeito de olhar a natureza e transformar as suas formas em objetos de design. Suas criações são femininas, têm um jeito bem especial de trazer beleza para dentro de casa.












24/09/2010

O poder da embalagem

Eu sempre fui uma consumidora de packaging. Já comprei coisa que eu nem sabia para que servia só porque tinha uma embalagem legal. É o caso dos produtos Anne Sui, marca xing ling de cosméticos, vendida pelo site da Urban Outfitters. Obviamente eu sei para que servem todos produtos, mas neste caso compraria porque achei bonito.

Dá vontade de ter uma penteadeira só para poder colocá-los à mostra.





Se vc tem a tal penteadeira, as peças podem ser compradas aqui.

23/09/2010

Design, primeiro ato

Design e moda sempre dialogaram mas, atualmente, têm tido discussões fervorosas dentro da minha cabeça. Há algum tempo ando questionando a efemeridade fashionística, a necessidade de estar sempre comprando porque hoje saiu uma coisa mais legal que a que eu comprei ontem.

Com o design é um pouco diferente. Um móvel dura. Custa caro. Existe em primeiro lugar para desempenhar uma função, que é de proporcionar conforto e bem-estar. Se uma cadeira não serve para sentar, não é cadeira. Depois disso tudo entra a estética e é aí que vemos coisas de encher os olhos e o coração.

Assim como já falei no blog de várias marcas de moda, a partir de agora, farei também alguns posts sobre designers que me emocionam, espero não matar vocês de tedio.

Recentemente tive a oportunidade de conhecer de perto a Established & Sons. A empresa de mobiliário, que tem sede em Londres, é comandada por Alasdhair Willis, que por acaso - ou não - é marido de Stella McCartney. Seu objetivo como curador é reunir os maiores talentos do design inglês, além de garimpar colaborações pelo mundo. Jaime Hayon, irmãos Bouroullec, Zaha Hadid e Sebastian Wrong são alguns exemplos de parceiros da marca.

Assim como a moda, o design é questão visual. Deixo, então, as imagens falarem por si.

Gaveteiro Stack, de Raw Edges e Shay Alkalay

Acqua Table, de Zaha Hadid
Wrongwoods, de Richard Woods & Sebastian Wrong

Convex Mirror, de Sebastian Wrong


Torch, de Sylvain Willenz's

Gostou? Pois estas belezuras podem ser compradas na Micasa (a loja mais legal do mundo), aqui em São Paulo. Conheça aqui.