31/07/2009

Fala o que quer, ouve o que não quer

A publicidade de telefonia celular segue mais ou menos os mesmos padrões em qualquer lugar do mundo, tal como comentou nosso colaborador aqui no blog, a de cerveja. Mesmo em um terreno literalmente minado, a Cellcom Israel lançou mão de um humor mais que negro para dizer que "no final, o que todo mundo deseja, é se divertir". A fórmula de sempre...amigos, um telefone e alto astral. Só que envolvendo a situação da região com os palestinos, a brincadeirinha por lá é séria. Eles não são o que poderíamos chamar de "muy amigos". A idéia não é ruim, mas por razões óbvias, não convence. Veja o primeiro vídeo, tire suas conclusões e logo veja o segundo, a resposta palestina. Não tem a técnica do realizado pela McCann-Erickson, mas usa a mesma "estratégia".




30/07/2009

Novos habitantes...

A paisagem européia realmente não é mais a mesma. Não voltava a Paris há um ano e meio e senti uma grande diferença na rua. A presença de muita gente pedindo dinheiro no metrô e mendigos a cada quadra. Estive no centro, pelo bairro de Saint Germain, não posso falar de forma mais ampla sobre toda a cidade...mas que alguma coisa mudou, ah mudou! Vejam a nova tendência na capital da moda:





Fotos: David Eliot

29/07/2009

Um dia de chuva em Paris



28/07/2009

MC e MJ

Geralmente é nas situações mais inusitadas que gente encontra os personagens mais divertidos e estranhamente originais durante a vida. Estive em Paris por três dias, para um casamento, no qual o noivo era o meu cunhado. A noiva era de um país que eu conheço muito pouco, para não dizer nada: a Costa do Marfim. Isso já foi motivo o suficiente para a família dela não entender quase nada do meu francês improvisado e vice-versa, já que o sotaque deles é bastante diferente. Mas sabe como é, um vinho aqui, outro lá, e todo mundo tá falando pelos cotovelos nesse tipo de "evento". E entre um oui e um sorrisinho amarelo para disfarçar a incompreensão, acabei topando com a mãe da noiva, Marie Chantelle, carinhosamente apelidada de MC. Uma pessoa das mais espontâneas, dessas que você é capaz de odiar e admirar em cinco minutos. Além de contar histórias e rir do meu sotaque baiano, MC revelou um grande amor: Michael Jackson. Passos na pista de dança, melodias improvisadas com letras que só quem canta entende e uma profunda admiração. No dia seguinte, ela foi conhecer Paris. E quando perguntei o que mais havia gostado, surpresa na resposta: o Michael Jackson do Museu de Cera!!!!!!!! Hoje, meu marido me enviou um vídeo de uma perfomance que aconteceu na cidade enquanto Marie Chantelle passeava por lá. Olha só o que ela poderia ter encontrado...

v.


24/07/2009

De olho nos muros...


Um dos colaboradores eventuais do blog, David Eliot, está começando um outro blog, com imagens de grafites e street art que ele encontra por aí. Não é tão casual, na verdade ele vai atrás mesmo. Deixo algumas fotinhos aqui, mas vale a pena dar uma olhada. Vai lá: Vandalogy



23/07/2009

Lynch e o mundo real

David Lynch abandona por uns instantes seu universo surreal para transitar pelo lado totalmente oposto: a vida de verdade. The Interview Project conta, em episódios de até cinco minutos, a história de pessoas encontradas em uma road trip pelos Estados Unidos. Um terreno totalmente dominado pelo diretor. Serão 121 ao total, exibidos na internet com um intervalo de três dias, em uma página criada especialmente com essa finalidade. Nada de personagens estranhos, saltos de tempo e pegadinhas que você tenta decifrar durante meses. Aqui, como já fez em "Straight Story" (um filme baseado na história real de um homem que atravessa os Estados Unidos montado em uma carrinho de cortar grama para visitar seu irmão), a idéia é explorar o lado comovedor e abusrdo que só a realidade tem. E ele consegue o que pretende, como sempre.

22/07/2009

Estilo online



Vamos combinar que todas as inovações na moda masculina estão dirigidas para o público gay e que um homem que não curte moda não tem muito como se reinventar. É um bom par de jeans, outro de All Star e uma camiseta bacana. Só. Entendo que soa meio aburrido, mas são raras as marcas que entendem isso e decidem apostar neste público. Estes dias, um amigo me mostrou dois sites interessantes, que vendem camisetas bacanas e que ajudam a tirar os homens do tédio.

O primeiro é o Threadless (imagens acima), marca americana que tem desenhos exclusivos por preços bem razoáveis. As peças da coleção, que inclui modelos femininos e masculinos, custam em média 15 dólares e são enviadas pelo correio. A única desvantagem é não poder experimentar a peça antes de comprar, mas esse amigo fez a prova e disse que vestem bem.


O outro site é o Sixpack (imagem acima), da marca francesa de mesmo nome, fundada em 1998, em Avignon. Com um apelo de streetwear voltado ao universo da arte e do grafitti, a marca desenvolve parcerias com artistas underground para criar estampas assinadas, em edições limitadas, uma mais bacana que a outra. São mais de 120 artistas da França, Inglaterra, Alemanha ou Estados Unidos, que já colaboraram no projeto. Estas já são um pouco mais caras, em torno de 30 euros.

O mais bacana é que ambas as marcas vendem por internet e tem tantas opções que o risco de encontrar o vizinho com a mesma camiseta é praticamente nulo. Será o fim da “Banca de Camisetas”?

m.