23/10/2009

Scott Schuman, do The Sartorialist, por Nana Lima

Nossa amiga e colaboradora que vive em Barcelona conseguiu conversar com o editor de um dos sites de tendências mais importantes do mundo. Falou sobre moda, Europa e Brasil. Confira:

"Quando vi que Scott Schuman, aka The Sartorialist, estaria em Dublin no mesmo feriado que eu, sabia que tinha ir. Primeiro porque seu livro estava esgotado na FNAC de Barcelona. Segundo porque não ia perder a oportunidade de conhecer o criador de um dos veículos mais influentes no mundo da moda atualmente.
No típico clima Dublin (chuva e cinza), na Gallery Of Photography bem no centro da cidade, nos reunimos. Primeiro em um bate papo de meia hora e logo depois o book signing. Foram apenas três perguntas, porém muito interessantes. A primeira foi sobre os planos para o futuro do blog e ele comentou que adoraria escrever mais e que sua namorada, Garance (http://www.garancedore.fr/) escreve muito bem, tanto em inglês como em francês, e é uma inspiração para ele, assim como o seu pai Earl Schuman (a quem ele dedica o livro).

O mais interessante da conversa foi quando perguntaram sobre qual país ou cidade foi difícil conseguir uma boa foto e ele respondeu: Rio e São Paulo. Ele explicou que no Rio o aconselharam a não sair com a câmera fotográfica na rua e então lhe deram dois guarda-costas, o que intimidava muito as pessoas. O que mais gosta de fazer quando está conhecendo uma cidade é se perder pelas ruas. Sempre que faz isso consegue ótimas fotos e no Rio isso não é possível.
Já em São Paulo ele saiu bastante porém explicou que ou as pessoas são muito pobres ou ridiculamente ricas, que os pobres não tem acesso a moda e que os ricos vivem com medo da violência, fechados em seu mundo e que isso influencia muito na maneira das pessoas se vestirem.

Um repórter perguntou o que ele buscava em São Paulo, e ele respondeu: uma menina de cabelo curto. Para ele todas as meninas se vestem igual e têm o cabelo igual por medo de não serem aceitas ou para esbanjarem algum status social.
Outra cidade que ele comentou certa dificuldade foi Estocolmo (???). Sim, lá acontece o mesmo, as pessoas são tão trendy, tão cool, que ninguém se atreve a ir contra a tendência das high street labels.
Confesso que foi curioso ser a única brasileira na sala e escutar esse tipo de comentário. Passado o choque, eu concordo com ele. Amo São Paulo, mas no quesito moda temos que comer muito feijão com arroz. De todas as formas, só o fato de ele considerar nossas cidades , mostra o potencial do Brasil nesse mercado."


Scott Schuman autografa seu livro em Dublin. Elegante é ser educado, né?

She was there. Nana Lima representando o Brasil.

22/10/2009

Você ainda vai ver isso no intervalo da novela

A Nana Lima, que vive mandando coisas legais para o blog, mandou ontem este vídeo. É um pouco longo, mas pale a pena ver até o fim. Aposto dez cruzeiros que alguma operadora de celular ou montadora de carros usará na próxima campanha. Aposto!

21/10/2009

Espanha aplaude o humor brasileiro


Ziraldo recebe hoje, em Madrid, em Alcalá de Henares, na verdade, um município vizinho da capital, o prêmio Iberoamericano de Humor Gráfico Quevedos por sua trajetória profissional. Um orgulho que com um universo tão brasileiro, seu trabalho alcance a tanta gente. Sua obra foi traduzida para diversas línguas, em realidade, e seus personagens acabaram sendo universais. Vejam a matéria que o El País publicou hoje sobre o acontecimento, que faz parte do XVI Muestra de Humor Internacional de Humor Gráfico de Alcalá de Henares.

v.

20/10/2009

Crânio

Neste fim de semana, fui passear pelo Centro, buscando um programa parecido com os que eu fazia em Barcelona. Pois é, paulistano nunca sai pra se divertir no Centro, afinal é sujo, né? E tem gente feia...e meninos de rua cheirando cola. Paulistano não gosta de ver essas coisas. Mas eu, que ando de mal dessa hipocrisia, estava lá com o Rica, vendo a nossa cidade com olhos de turista.

E vi coisas muito legais, como estes graffitis que cobrem os tapumes da reforma do Teatro Municipal. O prédio-orgulho-arquitetônico-clássico de São Paulo teve a fachada totalmente coberta para uma obra de restauração, dando espaço à imaginação do grafiteiro Cranio. Fiquei bem impressionada com a arte dele. Tem humor, tem crítica social, tem estilo e tem beleza. Pelo que pesquisei, há coisas dele espalhadas por toda a cidade. Ele é a cara de São Paulo.


Essa chama "Chocolate" e está no Vale do Anhangabaú

A fachada do Municipal

Várias obras fazem crítica social à questão do índio...

... como vocês podem perceber

* As fotos são do Flickr dele, entra lá: http://www.flickr.com/photos/cranioartes/

16/10/2009

Pequenas criaturas

Para os nostálgicos de plantão, algumas imagens do encontro anual de colecionadores de Playmobil, que aconteceu em Barcelona no fim de semana passado. Essas pecinhas que encaixam perfeitamente na mão de uma criança, viraram objetos de culto para os adultos. Afinal, da geração 70 / 80, quem nunca teve um?

v.
Atentos nas aulas do internato.


Em um conto de Edgar Allan Poe.


Na lua!


Na Alemanha Nazi!


Atentos ao espetáculo.


Na boca do tubarão!


Jogando basquete.


Na selva, pronto para ser devorado!
Fotos: David Eliot

15/10/2009

Flor no asfalto

Um projeto nos moldes dos que acontecem em Londres e Barcelona ganhou forma em São Paulo, há alguns dias. O artista plástico Felipe Morozini, uma das promessas das artes no Brasil, decidiu fazer um "jardim", no Elevado Costa e Silva, ou o Minhocão, um dos infelizes cartões postais da cidade. Batizado de Jardim Suspenso da Babilônia, o projeto está participando de um festival em Nova York. Olha que bacana:

14/10/2009

Memoria Villa

Não é só a Europa que exporta seus talentos na música clássica. O Brasil, apesar de não ter tradição e muito menos incentivo para os que querem viver de arte, também tem genialidade consagrada quando o assunto é Heitor Villa-Lobos. O maestro e compositor mais importante que o Brasil já teve (John Neschling e seu ego gigante que me perdoem) ganhou uma exposição no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. A mostra, a mais completa sobre o maestro já feita, inaugurou ontem e fica em cartaz até 05 de janeiro. A idéia é traçar um paralelo entre a vida do autor e a história do Brasil, dividido em vagões de um trenzinho (do caipira?), cada um deles representando as fases Sertão, Paris, Anos 30/40, Amazônia e Américas.

Há ainda uma parte da mostra dedicada às crianças, com reproduções do folclore e brinquedos rústicos. Para completar, exibições de filmes e concertos de música, na praça do museu. Para até 2 mil pessoas, totalmente de graça. Viver no Brasil pode ser, sim, bem legal.